Visão

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O Sul da Bahia surgiu através de uma capitania hereditária – São Jorge dos Ilhéus. Desde 1880, a sua formação territorial esteve estruturada pela atividade cacaueira, condição essa que permitiu chegar no século XXI com expressivos remanescentes de mata atlântica. O plantio do cacaueiro conviveu com florestas e árvores nativas, margeando o extenso e rico litoral do Sul da Bahia, com plantios tradicionais de coco, dendê, piaçava, seringa e muitas outras espécies frutíferas, como: cajá, açaí, guaraná e cupuaçu. A pesca artesanal nos rios e estuários, com excepcionais madeiras de lei, contribuem também para a formação deste território. A população, estimada em 1,5 milhão de habitantes, em um área de 3 milhões de hectares (30 mil km²), distribui-se equitativamente no território, incluindo zonas estuarinas, rurais e urbanas, com exceção dos dois maiores núcleos – Ilhéus e Itabuna, que constituem uma pequena capital regional –, pois concentram indústrias, mídias diversas, universidade e faculdades, agências de pesquisa e desenvolvimento, bancos e aeroporto. Juntas, estas cidades somam 350 mil habitantes.

O Instituto Floresta Viva acredita ser possível implementar uma agenda crescente de desenvolvimento sustentável, com ênfase na conservação e restauração da biodiversidade no Sul da Bahia, a partir da APA Itacaré/Serra Grande, com ênfase em Serra Grande (Distrito de Uruçuca com 3 mil habitantes, entre Ilhéus e Itacaré), irradiando esta mensagem para toda a região, alcançando territórios ainda mais amplos.

Assim, a implementação de áreas protegidas, agroflorestas e agroindústrias, certificação agroecológica, turismo com responsabilidade social e ambiental e outras economias de mínimo impacto ambiental podem fazer do Sul da Bahia uma das regiões de alta qualidade de vida e sustentabilidade, sendo exemplo para o Brasil e o planeta.